sábado, 30 de março de 2013

Aprendizado por contraste.

Segundo Friedrich Nietzsche, não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.  A maior parte das coisas mais significantes que compreendemos, aprendemos por contraste. Tudo é uma questão de visão, escolha e decisão pessoal. Essas diferenças nas propriedades visuais que enxergamos faz com que a dimensão de algo seja distinguível ou não de acordo com o plano de fundo.

O cerne da questão, da importância, da verdade que criamos está na propriedade da nossa visão.

A forma que vivenciamos uma situação pode ser com simplicidade, tranquilidade e uma boa administração psíquica entendendo de uma forma equilibrada que tudo que passamos aqui nesta terra, sensações, sentimentos, treinamentos, são normais uma vez que estamos vivos.

Outras pessoas, se vivenciarem os mesmos sentimentos,  se não dosar, não tiver uma boa gestão psíquica poderá criar monstros onde poderia colher uma experiência de vida. Poderá abrir uma ferida, onde na verdade seria apenas um hematoma. Poderia criar uma dependência de manias, por não ter uma boa gestão psíquica.

Estamos em uma época de treinamento. Treinamos para falar e ler em inglês, treinamos na academia, treinamos para ser bons empreendedores. Porém, muitos, esquecem que o principal treinamento que devemos ter é o treinamento da gestão psíquica.

Esta gestão psíquica nos trará saúde mental para articularmos nas situações que vivenciamos. Concordo com Nietzsche quando afirma que não há fatos eternos... Realmente não há... Muitos sofrem uma eternidade pela importância que dão a determinada situação em vez de encará-la como ser humano que nasce, vive e morre. A maioria das pessoas que não conseguem gerir suas próprias vidas é porque são dependentes de verdades absolutas que criaram, se traumatizaram e enfim, tornaram-se escravas das mesmas.

Páscoa é libertação. Tudo que posso desejar, para não ficar escrevendo a noite inteira, (amo escrever)... é que quem ler este texto possa aprender a vida por contraste. Rever seus conceitos que o fazem sofrer. Questionar suas verdades absolutas, desta forma, você estará treinando o seu maior bem, sua saúde psíquica para viver livre e feliz.

by Fábia Braga.

sábado, 12 de janeiro de 2013

ESSÊNCIA DO SER - II

A criação do universo é algo fantástico. É lindo ler nas Sagradas Escrituras que "No princípio criou Deus os céus e a terra". E disse Deus: haja Luz e houve luz. E no transcorrer do capítulo 1 do Livro de Gênesis fala que Deus criou  os céus e a terra, Deus  fez a separação entre dia e noite, Deus criou os mares, Deus criou a terra, Deus  criou os luminares, Deus criou o sol, a lua, a natureza, os animais.


Continuando lendo o capítulo 1 do Livro de Gênesis, nos deparamos com um momento único, a criação do ser humano. Entendo que houve muita empolgação por parte de Deus no momento da criação do homem (ser humano). Nas Sagradas Escrituras, no capítulo 1 é claro que  quando Deus criou o homem, Ele não o fez sozinho. Se analisarmos a criação às Luzes das Sagradas Escrituras, encontraremos em Gênesis capítulo 1 versículo 23 "Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança...". O verbo fazer está na primeira pessoa do plural "FAÇAMOS". Logo, podemos entender que quando Deus criou o homem Ele não estava sozinho. Isso é tremendo. 

Deixa claro que quando o nosso Criador foi criar o homem, Ele, juntamente com o seu único filho Jesus Cristo e o Espírito Santo, se uniram em um para criar o homem.  Vou repetir o que está nas Sagradas Escrituras - "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança."

Outro fator de grande relevância é que nas Sagradas Escrituras deixa claro que Deus nos criou à sua imagem. Isso nos leva a ter um compromisso com Deus e com a gente mesmo de sermos pessoas melhores.

Temos uma grande importância para Deus e temos que fazer diferença aqui nesta terra. Temos que priorizar sermos melhores dia após dia. Sermos melhores para Deus, sermos melhores para nós mesmo, sermos melhores para o nosso semelhante.

Nessa busca incessante de procurarmos ser melhor dia após dia... encontramos um momento único em que percebemos nossa carência e a nossa necessidade de estabelecermos  um ELO de relacionamento íntimo com Deus é confiar nEle plenamente. Depender dEle e sabermos que a nossa vida pode ser completamente controlada e guiada por Ele. Basta reconhecermos o quanto temos necessidade dEle em nossas vidas. 

Deus é Maravilhoso e tem um projeto de vida para cada um. Precisamos apenas reciclar nossos pensamentos e prioridades, e entender que dependemos dEle. Buscarmos o projeto dEle para nós.

A nossa essência é DEUS. Se esta essência não está sendo Deus, precisamos fazer uma auto-análise e entender que "FAÇAMOS O HOMEM À NOSSA IMAGEM"  nos indica que dependemos de Deus, somente podemos ser salvos através do Senhor Jesus Cristo, e quem nos guia é o Espírito Santo de Deus. Esta é a essência do nosso ser. O caminho real para a felicidade plena e uma vida abundante.

by Fábia Braga.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

ESSÊNCIA DO SER - I


Ano novo.
Um excelente momento para interiorizar e fazer um compromisso de ser melhor no ano 2013 do que no ano 2012.
Ser mais humano. Ser um verdadeiro “ser”. Sair da superfície da existência humana e mergulhar na “profundidade” do seu “ser”.

Preservar a nossa verdadeira essência.

Observando alguns post no Facebook, percebo que o facebook tornou-se uma ferramenta de consumismo em massa. Consumismo do “eu”. O consumismo do “eu” leva a perda da identidade do verdadeiro ser. Nossa essência. Muitos se sentem coagido a viver na superfície de suas vidas e não tem a ousadia para mergulhar em sua profundidade existencial.

Uma grande preocupação da maioria das pessoas é postar o seu “estar” não o seu “ser”. Postam onde estão, o que compram, o que fazem. Postam caras e bocas em lugares diferentes. Postam momentos de alegoria. Sim, a l e g o r i a. Momentos maquiados para não evidenciar que o “ser” não está bem.

O face querendo ou não se tornou uma ferramenta de dar uma satisfação que “está bem”.

Alguns posts levam pessoas a perderem suas próprias identidades. Pessoas vêem o que outras fazem e querem fazer igual. Perdem sua própria essência. Desejam “viver” a vida alheia. Querem consumir a vida alheia, porém, está consumindo-se em um mundo “virtual”. A cada dia procura oxigênio na superfície para nutrir suas carências.

Gosto do face, porém, como uma pessoa fascinada pelo ser humano e pela existência humana, entendo que podemos usar esta ferramenta para agregar valor a nossa existência. Para ser mais humanos. Para tentar amar nosso semelhante sem hipocrisia.

Tem tantas coisas que podem ser debatidas, questionadas, postadas...

Quando se posta uma foto de algum lugar que visitamos, todos curtem, comentam... Quando se posta à atuação de organizações em prol da humanidade... Todos ignoram. Quando se posta uma frase ridícula... São vários kkkkkkkkkkkk, comentários... Quando se posta o que vem ocorrendo em alguns países do oriente (estupro coletivo), todos ignoram.

Penso eu, em minha existência, que se estamos aqui... Temos que fazer diferença. Qualquer diferença que fizermos e agregarmos valor na vida do próximo já será uma grande diferença.

Se nos conscientizarmos e utilizarmos o facebook como uma ferramenta de alcance imediato e propagação de idéias, podemos tornar o mundo bem melhor...

Podemos levar pessoas a sair da superfície de suas existências e entenderem suas verdadeiras essências. Podemos ser melhores e levar pessoas a serem melhores também.

Podemos mobilizar pessoas, lugares, levar informações que podem de fato contribuir para um mundo melhor.

Temos tantos assuntos para compartilharmos. Tantas pessoas precisam de ajuda e podemos fazer do facebook uma verdadeira ferramenta para agregar valores ao nosso próximo.

O consumismo do “eu” não leva a nada.

Temos que ter consciência que estamos em uma apresentação única no teatro da existência e que nessa peça chamada vida, não é permitido qualquer tipo de ensaio.

Cada ato é único.

Que nosso "ato" venha fazer diferença para vários "atos".

Com carinho, by Fábia Braga.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Natal, em Tempo!


Tempo de agradecer.
Tempo de se alegrar.
Tempo de levar alegria.
Tempo de encerrar capítulos.
Tempo de iniciar uma nova história.
Tempo de pedir perdão.
Tempo de abraçar.
Tempo de acolher.
Tempo de superar.
Tempo de deitar no colo de Deus.
Tempo de alegrar o coração de Deus.
Tempo de Adorar a Deus.
Tempo de Viver... Viver na presença de Deus.

Neste Natal, este é o Tempo que desejo a você!

by Fábia Braga

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CONFRONTO

Confrontar significa por frente a frente, confirmar, estar ante, acarear. Ouvimos e vivenciamos esta palavra em nosso dia a dia, é algo que temos como normal. O cerne do problema é quando entramos em nosso próprio casulo e nos confrontamos com nós mesmo. São instantes de batalhas em nosso palco psíquico que tentamos fugir. A questão é que esta batalha é traçada entre nós e nós mesmo. 

Nos sentimos completamente amordaçados enquanto verdades reais que não aceitamos nos confrontam e afrontam. Temos o hábito de criar uma imagem sobre nós mesmos e vendermos esta imagem. O triste, é que quando somos de uma forma ou outra confrontados, descobrimos no espelho do confronto que esta imagem é uma válvula de escape. Nossa mente é um terreno inóspito, sinuoso e cheio de segredos, um espaço infinito.

Por vezes nos mostramos tão fortes, vendemos esta imagem, mas no recôndito, não passamos de um bebê recém nascido querendo colo. Não é fácil administrar isso. Muitos não assumem suas mazelas. Temos que considerar que nenhum ser humano é completamente estável ou coerente. Pode até parecer ser, mas no fundo, tem seus níveis de flutuações. Por vezes, conseguimos omitir, mas nem sempre isso é possível. Em cada ser humano, ao mesmo tempo que existem tesouros escondidos, também existem escombros omitidos que sofrem. Gritos que ninguém ouve. Quando porém somos confrontados por nós mesmo em nosso palco psíquico, ouvimos todos os nossos gritos interiores, vemos e revemos todos os escombros e claro, também encontramos tesouros escondidos.

Por mais que divulgamos a "imagem" de racionais e cartesianos, quando confrontados, encontramos nos escombros o ser humano emocional e carente que tanto tentamos omitir, mas que existe. Não sei se o melhor é  continuar omitindo, silenciar ou assumir. Não há resposta. É uma questão de escolha. Mas qual a melhor escolha? Nunca iremos saber.

Se racionais e cartesianos, quando confrontados, sofremos, choramos, porque não afloramos nosso lado emocional. Se emocional, quando confrontados, também sofremos por não ter sido racional. E então... Qual a melhor escolha? Quanto mais leio sobre ser humano e tento decifrá-lo, somente encontro perguntas e não respostas. A única certeza que nos resta afirmar, após o nosso auto-confronto é que nenhum pensamento é vestido de verdades absolutas. Tudo é questionável. Nossas atitudes. A imagem que vendemos sobre nós mesmo e a imagem que de fato somos em nosso recôndito. Acho que é essa complexidade que nos torna seres humanos fascinantes. Usamos do universo cartesiano da racionalidade para protegermos e blindarmos nossas emoções. Blindamos. Vendemos esta imagem.

Como a vida nos surpreende com várias surpresas, em algumas situações, por mais racionais que sejamos, as emoções afloram e conseguem romper toda nossa blindagem... Estes de fato são os maiores enigmas do universo que ninguém consegue decifrar.

O que fazer quando somos confrontados por nós mesmos? Talvez chorar, admitir que no recôndito não somos a imagem que vendemos, saber passar pelo confronto, e como "tudo passa", esperar passar e voltar à nossa imagem exterior... Enfim, é um desafio...  É um dos maiores desafios do ser humano. O ideal seria que nestes momentos de "confrontos" abríssemos em nossa mente um leque de alternativas com respostas inteligentes em situações que quando confrontados, conseguíssemos fazer as escolhas certas.

Concluímos que somos especialistas em gerir o mundo em que estamos, mas não conseguimos gerir o mundo que somos... Same mistake (o mesmo erro). Após os gritos calados do confronto, temos a chance   de  despirmos do ser "racional" e da "imagem vendida" e darmos uma credibilidade ao ser "emocional". É uma questão única e particular de escolha. Qual a melhor escolha?  Não sabemos se existe melhor escolha. As duas fazem parte da nossa bela complexidade humana. 

É incrível, mas é como algumas frases da belíssima música "same mistake" (o mesmo erro). I´m screaming at the top of my voice (estou gritando no topo da minha voz), give me reason, but don´t give me choice (me dê razão, mas não me dê escolha), cause I´ii just make the same mistake again (porque cometerei o mesmo erro outra vez), and I wonder (eu desejo saber), where, did I go wrong (onde foi que eu errei?)

by Fábia Braga.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Na noite terrível - Fernando Pessoa

Na noite terrível, substância natural de todas as noites, 
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites, 
Relembro, velando em modorra incômoda, 
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida. 
Relembro, e uma angústia 
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo. 
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver! 
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão. 
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte. 
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures, 
Na ilusão do espaço e do tempo, 
Na falsidade do decorrer. 
Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei; 
O que só agora vejo que deveria ter feito, 
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido — 
Isso é que é morto para além de todos os Deuses, 
Isso - e foi afinal o melhor de mim - é que nem os Deuses fazem viver ...
Se em certa altura 
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita; 
Se em certo momento 
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim; 
Se em certa conversa 
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro — 
Se tudo isso tivesse sido assim, 
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro 
Seria insensivelmente levado a ser outro também.
Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido, 
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo; 
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse; 
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas, 
Claras, inevitáveis, naturais, 
A conversa fechada concludentemente, 
A matéria toda resolvida... 
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem esperança nenhuma 
Em sistema metafísico nenhum. 
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei, 
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar? 
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver. 
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos, Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca 
Como uma verdade de que não partilho, 
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim.

domingo, 1 de abril de 2012

To the virgins, to make much of time (Robert Herrick)... E a minha visão deste poema...

To the Virgins, to make much of time

Gather ye rosebuds while ye may 
Old time is still a-flying; 
And this same flower that smiles to-day 
To-morrow will be dying


(tradução)
Às virgens, para que aproveitem o tempo.



Colham seus botões de rosa enquanto podem,
O velho tempo continuará voando;
E esta mesma flor que hoje lhe sorri,
Amanhã estará morrendo.

Eu conheci este poema quando era adolescente ao assistir pela primeira vez o filme Sociedade dos Poetas Mortos, onde o personagem de Robin Willians, o professor Keating fazia um apelo aos seus alunos para que tornassem suas vidas extraordinárias.

Desde então, nunca me esqueci desta belíssima expressão "Carpe Dien" que, conforme relatos históricos foi retirada de versos latinos do poeta Horácio (65 - a 8 AC). Os poemas de Horácio abordavam o reconhecimento para a brevidade da vida. A biografia de Horário justifica esta ânsia de aproveitar a vida.

Robert Herrick escreveu este belíssimo poema "To the Virgins, to make much of time", e como tenho o hábito de tentar decifrar pessoas e questionar tudo... Há anos venho tentando decifrar a personalidade de Herrick... Porque direcionou as virgens? Porque esta solicitude para que se aproveite o tempo? Porque esta preocupação de aproveitar o tempo mas com a responsabilidade do dia do amanhã?

Sempre que leio este poema e penso em Herrick, entendo que ele não era feliz... Entendo que ele  não viveu uma vida extraordinária.   Escreveu algo tão belo que  ecoa há séculos mas que configura uma certa frustração de vida... Talvez ele criou um antídoto.  Sua infelicidade o fazia exclamar para que outras pessoas não incorressem nos erros que ele incorreu e tentassem ousar a viver uma vida feliz...

Gather ye rosebuds while ye may - Old time is still a-flying - And this same flower that smiles to-day  - To-morrow will be dying .


Não entendo as frases da primeira estrofe apenas como um poema, mas como um apelo, como um clamor, como um grito... Algo que pulsava em sua vida... Herrick perdeu o pai muito cedo...  Pelas circunstâncias, ele acabou se tornando sacerdote episcopal, e talvez, não era isso que ele queria apara ele, talvez seja este  o motivo de ter direcionado "To the virgens"... Herrick aborda o amor em um contexto belíssimo, mas na história não há relatos de envolvimento de Herrick com alguém... Ou seja, em detrimento da razão ele sufocou os seus sentimentos... Isso o levou a algum tipo de sofrimento... Ele bravejou em poemas para que outras pessoas não passassem por isso. A intenção de Herrick como de Horário foi nobre!!! Foi um alerta proativo.


Enfim, Horário já se foi... Herrick já se foi... E hoje nós estamos aqui... Muitas vezes me questiono se "estou colhendo meus botões de rosa"... É tão profundo... É tão intrigante... É tão complexo... Há botões de rosa a serem colhidos (isto seria aproveitar o momento), mas e então... Não consigo me distanciar da Lei da Física (ação e reação).  Muitas vezes nossa ânsia por colher determinados botões de rosa pode culminar nossa razão que poderá nos dizer mais tarde que (colhemos antecipadamente os botões de rosa)...  Colher botões de rosa poderá trazer algum tipo de consequência? Talvez sim... talvez não... Como saber?


No mundo dos negócios, na vida cartesiana, na vida profissional conseguimos construir uma análise de swot, ou um balaced scorecard onde podemos ter indicadores... Ou premissas... Ou diretrizes...

Mas no lugar mais complexo de nossas vidas, da nossa existência... No nosso recôndito... Como mapear os indicadores? Como construir uma análise de swot? Como elaborar um balanced scorecard? Quais serão as diretrizes quando olhares se cruzam? Existem diretrizes? Os botões devem ser colhidos? E quando as rosas morrerem? Elas vão morrer? Elas irão sempre exalar o seu perfume?

Bom... eu escreveria páginas e páginas sobre este poema... Mas ainda não consegui respostas... Logo, prefiro repetí-lo... Entendo a dor que Drumond  sentiu ao escrever "Amar o que mar traz a praia, o que ele sepulta, o que na brisa marinha é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia..." Para muitos insensíveis é apenas um trecho... Mas pra mim é uma súplica... Drumond se foi também...

E então... Estamos nós...  Que de uma forma ou de outra, que possamos colher nossos botões de rosas... Que venhamos tornar nossas vidas extraordinárias... Que venhamos nos contextualizar no presente e fazer inferências futuras para tentarmos criar indicadores se devemos ou não colher tais botões. Que Deus nos dê sabedoria! Que Ele torne nossa vida extraordinária!

Gather ye rosebuds while ye may 
Old time is still a-flying; 
And this same flower that smiles to-day 
To-morrow will be dying

By Fábia Braga.